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Meu 2025 em Revista: Entrada no Google e Vibe Coding

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Daniela Petruzalek
Autora
Daniela Petruzalek
Developer Relations Engineer at Google

À medida que 2025 desaparece pelo retrovisor, me vejo sentada com uma xícara de café (naturalmente), tentando processar tudo o que acabou de acontecer. Se eu tivesse que escolher uma única palavra para este ano, seria aceleração.

Não foi apenas a indústria que se moveu rápido: meu próprio ritmo pessoal e profissional mudou de marcha de um jeito que eu não esperava. Desde entrar no Google até redefinir o que significa ser uma engenheira na era da IA, 2025 foi um ano de profunda “refatoração”.

O capítulo Google
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Em abril, entrei para o time de Developer Relations no Google. Era a realização de um sonho de décadas, e a realidade superou todas as expectativas. Tem sido intenso, sem dúvida. Viajei por todo o Reino Unido, Europa e até consegui um tempo para me reconectar com a comunidade de desenvolvimento no Brasil.

Mas, muito além dos quilômetros rodados, o mais marcante foi a jornada intelectual. Mergulhei de cabeça no ecossistema Google Cloud, colocando a mão na massa com Vertex AI, MCP e o Agent Development Kit (ADK). Foi uma imersão acelerada no futuro do software, e aproveitei cada minuto.

O ano do vibe coding
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Se 2024 foi sobre “brincar” com IA, 2025 foi o ano em que comecei a abraçá-la de verdade. Fui de cética a uma verdadeira evangelista do “vibe coding”. Mas não, não aquele vibe coding em que você está pensando.

Percebi que “esquecer que o código existe” é uma armadilha. Em vez disso, aprendi que a disciplina de engenharia — requisitos claros, gerenciamento de contexto e testes rigorosos — é mais essencial do que nunca. Por isso, defendo uma vertente diferente: vibe coding com disciplina. Há quem diga que eu nem deveria usar a expressão vibe coding, mas fazer o quê? O termo pega fácil!

Também desenvolvi um fluxo de trabalho moderno para pessoas desenvolvedoras, em que a pessoa desenvolvedora atua como a “piloto”, comandando uma frota de agentes de IA como a Gemini CLI e o Jules.

Essa mudança não foi apenas filosófica, foi prática. Eu fiz “vibe coding” de ferramentas inteiramente novas para resolver meus próprios problemas:

  • GoDoctor: Um servidor MCP para ensinar a IA a escrever código Go melhor.
  • Speedgrapher: Um kit de ferramentas para automatizar as partes burocráticas da escrita técnica.
  • AIDA: Meu sonho de computador de “Star Trek” se tornando realidade — um agente de diagnóstico que realmente conversa com você.

Olá, mundo MCP!
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Falando em ferramentas, 2025 foi o ano em que o Model Context Protocol (MCP) mudou tudo. Há quem chame de o “momento USB-C” da IA. Eu prefiro chamar de “HTTP/REST para a IA”. Passamos as últimas duas décadas construindo automação para que sistemas pudessem ser acionados programaticamente. O próximo ciclo da engenharia é adaptar sistemas legados e criar novos que possam ser acionados “agenticamente”. Finalmente, passamos a ter um padrão para conectar nossos modelos ao mundo real.

Apostei alto nessa tecnologia, apresentando uma keynote na GopherCon UK e escrevendo bastante sobre como construir seus próprios servidores. Ver a comunidade se mobilizar em torno desse padrão foi incrivelmente gratificante. Não estamos mais apenas conversando com chatbots; estamos construindo sistemas que fazem coisas.

Refatoração pessoal
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Não foram só códigos e conferências. Também reservei tempo para refatorar meu hardware físico. Tenho muito orgulho em dizer que perdi mais de 20 kg este ano! Estou na minha melhor forma física em toda a minha vida adulta. Fazer um trabalho que você ama em um ambiente acolhedor se provou o melhor plano de saúde que existe.

Também passei muito tempo refletindo sobre o próprio tempo. Minha exploração sobre por que o tempo parece passar mais rápido conforme envelhecemos ressoou com muitas pessoas. Tudo começou como um pensamento de chuveiro turbinado pela IA… Sei que muita gente diz que a IA prejudica a criatividade, mas adoro explorar com ela pensamentos e ideias que não teria tempo, paciência ou dedicação para desbravar na rotina diária. Para mim, o poder da IA está em me permitir fazer coisas que eu não faria de outra forma (infelizmente ela ainda não lava a louça, mas com certeza serei a primeira da fila para comprar uma empregada robô de anime).

Olhando para 2026
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E o que vem a seguir?

Se 2025 foi sobre adoção — aprender as ferramentas e encaixá-las em nossos fluxos de trabalho —, acredito que 2026 será sobre kaizen (melhoria contínua). Ainda há muito a aprender sobre como essas ferramentas se comportam, o que funciona e o que não funciona. Estamos coletivamente experimentando, testando coisas novas e documentando nossos processos e aprendizados. Chegou a hora de consolidar todas essas lições e alcançar um nível maior de maturidade no uso dessa tecnologia, seja para geração de código ou para agentes totalmente autônomos que simplifiquem a nossa vida.

Planejo me aprofundar ainda mais em Software Personalizado. A barreira de entrada para construir ferramentas sob medida despencou. Estamos entrando em uma era em que, se você tem um problema, você não procura um aplicativo — você cria um. Quero continuar explorando essa fronteira, criando mais ferramentas como o Speedgrapher que são moldadas exatamente para as minhas necessidades, e também ensinando você a fazer o mesmo.

Também quero soltar meu lado desenvolvedora de jogos e participar de pelo menos uma Game Jam. Tentei este ano, mas não consegui concluir nenhum jogo, principalmente por ter que colocar em dia outros aspectos importantes do meu trabalho. Agora estou em uma posição um pouco mais confortável, então acredito que, com um esforço a mais, consiga lançar um ou dois jogos no mundo.

Muito obrigada por fazer parte desta jornada. Quer você tenha lido um post, assistido a uma palestra ou programado no embalo do vibe coding comigo — meu muito obrigada!

Um brinde a um 2026 repleto de novas vibes, código mais limpo e muitas fotos de gatos. o/

Dani =^.^=

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